INFORMAÇÃO É PODER

DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



terça-feira, 25 de abril de 2017

Farinheira sem glúten

Há já algum tempo que sei que a marca Fumeiros da Guarda tem uma gama de produtos sem glúten de nome Ancestral, mas ainda não a tinha encontrado. Nesta, a maior novidade é a farinheira que não existia no mercado sem glúten. No entanto, encontrei-a agora no Pingo Doce a 2,19€ a unidade. Assim e, depois da alheira, temos agora a farinheira para alegria dos celíacos mais a Sul onde esta especialidade é mais conhecida. No entanto, como é feita com pão com amido de trigo sem glúten, não é apta para alérgicos ao trigo. Fica a dica.















segunda-feira, 10 de abril de 2017

Bolachas com pepitas de chocolate: a versão final

Embora já tendo duas receitas de bolachas de pepitas de chocolate no blog, não resisto a publicar a última tentativa e a que melhor reproduziu as bolachas na sua versão com glúten. Talvez o segredo seja o uso da farinha panificável da Schar, talvez seja a longa refrigeração, mas o facto é que estas bolachas saíram perfeitas e são fáceis de fazer. O mais difícil é não comê-las todas de uma vez. A receita é do blog Gluten Free on a Shoestring da fantástica Nicole.


Ingredientes:
105 gramas de farinha Doves Farm White Self Raising
15 gramas de Maizena
120 gramas de farinha Schar Mix B
½ colher de chá de bicarbonato de sódio
½ colher de chá de fermento em pó
½ colher de chá de sal fino
100 gramas de açúcar branco
110 gramas de açúcar mascavado claro
140 gramas de manteiga/margarina (uso Vitaquell)
1 ovo L
1 colher de chá de essência de baunilha
160 gramas de pepitas de chocolate (uso do Mercadona)

Na cuba da sua batedeira, misture as farinhas com o sal, o fermento, o bicarbonato e o açúcar branco. Junte depois o açúcar mascavado e misture com as mãos para desfazer os grumos. Junte a manteiga/margarina à temperatura ambiente e bata bem até obter uma espécie de areia. Acrescente depois o ovo e a baunilha e bata muito bem. Finalize com as pepitas, envolva bem, e, por fim, embrulhe a massa em película transparente. Guarde no frigorífico durante, pelo menos, 24 horas.

Quando tiver passado o período de refrigeração, retire do frigorífico e forme bolas de massa, ligeiramente menores de uma bola de ping-pong. Coloque-as num tabuleiro forrado com papel vegetal com bastante espaço entre elas pois a massa vai espalhar. Leve ao forno pré-aquecido a 160ºC com calor em cima e em baixo, durante aproximadamente 12 minutos, até as bordas começarem a dourar. A meio da cozedura pode ligar a ventilação para ajudar a dourar. Retire o tabuleiro do forno e deixe as bolachas arrefecerem 5-6 minutos e só depois retire-as para uma rede onde acabarão de arrefecer. Guarde numa lata própria para bolachas onde aguentam bem 5 a 7 dias (se resisitirem às investidas de mãos pequenas até lá, claro).

Rende cerca de 30 bolachas de tamanho médio. 






















sexta-feira, 31 de março de 2017

Mais produtos no E. Leclerc

Para terminar em grande o mês de Março, descobri que os supermercados E. Leclerc aumentaram à sua já generosa oferta de produtos sem glúten com novas massas frescas: à semelhança do Continente, também podemos encontrar nesta cadeia francesa massa fresca sem glúten, em formato tagliatelle (2,69€ / 250 gr.), gnocchi (2,69€ / 400 gr.), e massa para pizza (2,30€ / 260 gr.). 

Já comemos os gnocchi e, envoltos em molho de tomate, foram um sucesso lá em casa. Fica a dica.



quarta-feira, 29 de março de 2017

Bolachas simples, sem glúten /sem lacticínios

Hoje deixo aqui esta receita de bolachas que encontrei no blog espanhol Sa Cuina de Na Roser. É uma receita simples que rende saborosas bolachas sem glúten e sem lacticínios, com ingredientes que se encontram facilmente no Celeiro, Jumbo ou no Supercor. 

Ingredientes:
1 ovo L
100 gramas de açúcar/ açúcar mascavado
1 colher de chá de extracto de baunilha
100 gramas de óleo vegetal/azeite 
Uma pitada de sal
1 colher de chá de fermento em pó
150 gramas de farinha de arroz
50 gramas de Maizena
30 gramas de farinha de coco (eu usei grão-de-bico)
20 gramas de farinha de trigo-sarraceno
1/2 colher de chá de goma xantana

Misture as farinhas com o fermento, o sal e a goma xantana. Reserve.

Bata o ovo com o açúcar até obter um creme, e junte depois o óleo e a baunilha sem parar de bater. Adicione de seguida a farinha reservada e bata até obter uma bola de massa lisa. Deixe a massa descansar no mínimo 30 minutos no frigorífico.

Divida a massa em duas metades e estire cada uma entre duas folhas de papel vegetal polvilhadas com farinha de arroz, até uma espessura de 5-7mm. Corte as bolachas com o formato que preferir e leve ao forno pré-aquecido (calor em cima e em baixo, sem ventilação) a 180ºC durante aproximadamente 15 minutos, até dourar. 

Rende 30 a 32 bolachas.



























sábado, 18 de março de 2017

Massa fresca sem glúten

Parece que a Primavera quer trazer não só as flores, mas também mais novidades para as nossas vidas sem glúten: encontrei hoje no Continente massa fresca sem glúten, da marca italiana Casa Milo. São pacotes de 200 gramas que custam 3,29€ nas versões fusilli e maccheroni. Fica então a dica!



terça-feira, 14 de março de 2017

O arsénico na dieta sem glúten

Imagem retirada da Net
Provavelmente, leram recentemente algumas notícias assustadoras sobre como uma dieta sem glúten pode expor o corpo a mais arsénico e mercúrio- metais tóxicos que têm sido associados a um maior risco de doenças cardíacas, cancro e problemas neurológicos.

Estas notícias surgiram no seguimento de um estudo realizado na Universidade de Illinois. As dietas sem glúten tendem a incluir uma maior ingestão de arroz como substituto para o trigo. Devido ao facto do arroz ser cultivado em campos inundados, pode acumular arsénico e mercúrio a partir dos fertilizantes, solo e água, pelo que estes investigadores procuraram investigar as potenciais implicações para a saúde numa dieta isenta de glúten.

Neste estudo, identificaram 73 pessoas (com idades entre os 6 e 80 anos) que relataram fazer uma dieta sem glúten entre 2009 e 2014, e testaram sangue e urina. Os investigadores descobriram que, em média, essas pessoas tinham quase o dobro da concentração de arsénico na urina e 70% de níveis de mercúrio mais elevados no sangue, em comparação com as pessoas que não fazem dieta isenta de glúten.

Os investigadores concluíram que pode haver consequências não desejadas da dieta. Contudo, vale a pena salientar que este estudo foi relativamente pequeno. Também não se analisou se o arroz era a principal fonte de metais nas dietas das pessoas. Além disso, não sabemos qual o impacto específico destes níveis de arsénico e mercúrio- as quantidades destes minerais tanto em quem faz a dieta sem glúten como em quem não faz foram muito menores do que as associadas à toxicidade por arsénico ou intoxicação por mercúrio.

Assim, as pessoas que comem bastante arroz e produtos à base de arroz, típico de uma dieta sem glúten, estão em maior risco, assim como bebés e crianças, devido ao seu tamanho reduzido. As mulheres grávidas devem também estar preocupadas com a exposição fetal ao arsénico no arroz. Como podemos diminuir esse risco numa dieta isenta de glúten?

Dez sugestões para diminuir a exposição ao arsénico numa dieta isenta de glúten (daqui)

1. Lave bem o arroz, ou demolhe durante algumas horas, até a água sair limpa- isto parece diminuir o índice de arsénico até 25-30% pois este é solúvel em água.

2. Outros grãos: alterne o arroz na sua dieta com outras alternativas tais como quinoa, amaranto, milho, trigo-sarraceno e milho painço.

3. No caso de dietas infantis, introduza frutas ou legumes como primeiro alimento, em vez de papas de arroz. Puré de ervilhas, bananas ou abóbora são uma óptima escolha. Escolha uma papa infantil sem arroz caso não esteja a amamentar, e evite dar leite vegetal à base de arroz como alternativa ao leite animal.

4. Alterne ou substitua produtos de doçaria que têm arroz ou farinha de arroz como ingrediente principal: por exemplo, em vez de tostas de arroz, use tiras de cenoura, curgete, pepino ou pimento, combinados com hummus ou outro molho para um lanche saudável, ou escolha bolachas sem farinha de arroz.

5. Leites vegetais: escolha alternativas de leite feitas a partir de ingredientes que não sejam o arroz, como amêndoa, soja, cânhamo, noz, aveia ou coco.

6. Limite a ingestão de sumos de maçã: testes nos EUA encontraram níveis mais elevados de arsénico em sumos de maçã, logo reduza as quantidades deste sumo na sua vida diária. 

7. Substitua o xarope de arroz integral: um estudo da Universidade de Dartmouth concluiu que o xarope de arroz integral pode ser uma fonte escondida de arsénico. Se estiver a usá-lo como adoçante, escolha, em vez disso, o açúcar de cana orgânica, xarope de ácer, mel ou stevia.

8. Verifique o seu abastecimento de água local: se contiver arsénico, considere adquirir um sistema de filtragem de água.

9. Cozinhe o arroz com grandes volumes de água, e depois escorra-o: isto pode reduzir o arsénico até 50%, mas, infelizmente, também irá eliminar os nutrientes que são solúveis em água, tais como as vitaminas do complexo B. Compense a redução de nutrientes, certificando-se de que os ingere com uma dieta equilibrada.

10. Escolha o tipo/marca de arroz que tenha menores níveis de arsénico (confira com a marca ou consulte as recomendações dos relatórios das associações de defesa do consumidor).



domingo, 12 de março de 2017

Diagnóstico caseiro

Encontra-se à venda um teste de diagnóstico para a doença celíaca nas farmácias portuguesas chamando Veroval. Testa a presença dos anticorpos antitransglutaminase IgA e afirma ter uma exactidão de 98%. É um teste semelhante aos testes da glicémia o que envolve picar um dedo. O seu preço ronda os 21 euros. 

Este kit caseiro substitui um diagnóstico médico? Não. Este teste é ideal para as pessoas que querem fazer o rastreio para doença celíaca, mas cujos médicos assistentes recusam-se a pedir as análises. Um resultado positivo não elimina a necessidade de mais testes e um resultado negativo não elimina a possibilidade de se ter doença celíaca. Além disso, não é apto para pessoas com deficiência de IgA, celíacos seronegativos ou sensíveis ao glúten. Mas pode ser o primeiro passo para chegar a um diagnóstico.


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